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Ontem, logo cedo, eu ia para o meu trabalho seguindo pela Rua Paulo Setúbal, na divisa do bairro Boqueirão com o Hauer. Às 7h30min. os carros seguem sempre em fila, porque o movimento é muito grande. Precisa ter paciência para aguentar uma situação daquelas. Uma disputa por espaço onde o mais esperto sempre acaba ganhando. Uma briga seguida de sustos por causa dos motoqueiros. Mas o acontecimento que me assombrou e ainda agora, dois dias depois, mantém-me apreensivo, foi o que presenciei a minha frente, quando seguia naquela fila. A não mais que vinte metros, um homem de revólver em punho corria atrás de outro disparando tiros. O cano fumegava a cada puchada de gatilho. Nem sei quantos tiros foram, mas vi quando o que corria para se salvar, tombou. Certamente fora atingido. Não tive oportunidade de vê-lo estirado na calçada porque a fila me empurrava e tive que seguir. Pude ainda ver que o assassino, de revolver em punho, corria e dobrava uma esquina, certo d...