Postagens

Mostrando postagens com o rótulo POEMAS

PERDA IRREPARÁVEL

Imagem
Dizem que "os cemitérios estão cheios de insubstituíveis". E que apesar disso tudo, a vida continua seu ritmo. Pois bem, existe também aquele  ditado de que "não há regra sem excessão". Chico Anisio foi. Quem existe para substitui-lo? Não vejo ninguém. Chico Anísio é um daqueles que podemos considerar  excessão. Quem, no mundo, conseguiu representar 209 personagens diferentes? Todos originais, todos sensacionais, criativos e diferentes? Não sei. Não conheço. Nunca ouvi falar! É uma perda! É uma pena! Chico Anísio é excessão! Saudade do Professor Raimundo...!

OBSERVAÇÃO

Imagem
Hoje a passarela está completa, abusando da prodigalidade, repleta, abundante, de gente bela... passantes, que caminham mostrando a primavera... Sol colorido, pouca roupa corpos bonitos, encantamento verde num céu azul...   Ah, como sentirei, quando perder-te...!

OFERECIMENTO

Imagem
Sinto no teu coração mágoas profundas, sofrimentos intensos e mal cuidados, ali instalados no passado, deixando cicatrizes com o tempo. Quero-te um tratamento diferenciado, para ser aplicado no presente. capaz de curar teu sofrimento e então viver intensamente.

DESEJO INTERROMPIDO

Imagem
Quando será que tomaremos, daquele vinho que ficou na taça, interrompido de repente e tão sem graça...? Temo que com o tempo se estrague, morra o desejo de vê-la vazia...! É preciso ter cuidados... Talvez, a conta gotas, tentar recuperar, o ardente desejo de esvaziá-la...! Quando será que tomaremos, daquele vinho que ficou na taça, exposto às intempéries?

CANÇÃO AO RIO PARAGUAI

Imagem
O rio Paraguai parece uma serpente ziguezagueando pelas entranhas do pantanal recolhendo as águas que se espalham  dando de beber aos animais protegendo os seus peixes reclamando com o homem que o agride.  conduzindo suas chalanas inspirando os poetas canções chorosas e tão bonitas que ninguém esquece mais.   

LAMENTAÇÃO

Imagem
Pergunto o que faremos sem a Amy, que abdicou da vida assim tão cedo, mas que com vinte e sete anos sabia coisas que um sessentão não sabe. Que faremos sem a Amy? E eu também respondo: Sem a Amy o mundo será menos sozinho. Não choro pela Amy, nem rego seu túmulo com bebidas, Amy tão menina, Amy cocaína, Amy tão menina, Amy heroína...!

OFERECIMENTO

Imagem
Sinto no teu coração mágoas profundas, sofrimentos intensos e mal cuidados, que ali se instalaram no passado. Ofereço-te um tratamento, para ser aplicado no presente. capaz de curar teu sofrimento e então viver intensamente.

GRAVADA

Imagem
Agora que tua imagem memorizou-se no meu consciente, e não gasto mais tempo para recriá-la, tenho mais horas disponíveis, para admirá-la.

A GOIABEIRA DA SETE

Imagem
Já se acabaram as goiabas, caíram as madurecidas, outras foram colhidas pelos passantes, centenas apodreceram pelo chão, saciaram-se as abelhas que transportaram suas seivas,  serviram para sustentar insetos, que lhe sugaram o líquen, matou a fome dos passarinhos, que voaram para espalhar as sementes. Foi-se o período das frutas e as folhas estão mais verdes, a planta feita uma mãe do pós-parto, já sem nenhum ponto amarelo, prepara-se para uma nova estação. Goiabeira da Sete de Setembro, a expor-se pelos vidros da minha janela, em ti o meu olhar se demora, admirando-te a beleza, numa permanente frequência diária. Não sei se estavas mais bela antes, se mais linda estás agora, se novas belezas virão, no prazer de apresentar surpresas! Nesses preparativos para um novo período, alimenta esse meu êxtase, a copiar o teu trabalho, que se transforma lentamente, numa nova fase produtiva. Variam as tonalidades, pareces cada vez mais elegante, cada vez mais sugestiv...

CONTEMPLAÇÃO

Imagem
Da janela do meu quarto, numa visão "aero-portal", observo os aviões que chegam cansados, ansiosos pela pista. Trazem nos seus bojos, a máfia da população burguesa e aqueles que foram embarcados. As vozes suaves das "aero-moças", anunciando Curitiba, os baques surdos no asfalto, finalmente a terra firme... Sorrisos feitos nas faces, céu límpido, sem neblina, vento frio, expulsando o ar viciado. Os pássaros sentam puleiro, cessando seus cantos metálicos. Desembarcam os ricos sonolentos, descem os pobres assustados, reencontro dos amigos, abraços de familiares. Enquanto os habitantes das naves, rapidamente se nutrem, os pássaros enchem seus estômagos, e quando vejo, um a um, já estão nos ares, retomando seus cantos tristes, levando nos grandes bojos, novos homens para outras pistas.

AVALIAÇÃO

Imagem
Agora que o silêncio parece caminhar para o esquecimento, privando das palavras, dos recados, dos olhares e a impor a dura ausência; avalio a importância do teu afeto e das palavras que vinham, parecendo inoportunas e que faltam agora. Sinto a ausência de tudo aquilo que vinha de ti... Sobra a angústia da privação... Sofre amargurado o coração, que não soube calcular a tua importância. Nem recados chegam... Findaram os e-mails... Riscou-me do teu orkut... Privaste-me das tuas fotografias. Nem as ordens imperativas: De venha me buscar, Como antes vinham. Findou-se o carnaval E eu passei sozinho...!

FALHA NA ESCRITA

Imagem
Quando eu tinha seis anos, fui pela primeira vez à escola. Ficava longe da minha casa e se criança sabe fazer isso, preciso dizer a todos que me preparei muito para esse dia. Imaginei tantas e tantas coisas, fiquei a pensar como tudo seria. De meus pais, ganhei um lápis e uma borracha, uma sacola simples onde coube o meu caderno, um lanche e nada mais. Faltou dinheiro para o livro. Vestiu-me minha mãe, numa roupa nova e bem limpinha, mas tive medo, muito medo, quando vi todas aquelas crianças reunidas, aguardando pelo nome. Iam ocupando os seus lugares e as salas ficavam cheias. O meu nome não foi chamado, assisti o desocupar do pátio e porque não ouvi meu nome... chorei. Chorei nem sei por quanto tempo, chorei que minha roupa nova, ficou toda manchada de lágrimas e pó. Mas uma professora se achegou de mim, acariciou-me, colocou-me no seu colo, pediu meu nome. Mario José entre soluços eu disse. Na lista de chamada constava Maria José. Então tiraram a perninha que puxava para baixo e ga...

A CASCATA DO TIO PANCERA

Imagem
O tio Pancera tinha um sítio, num lugar muito distante, que eu demorava para chegar, tive ali horas alegres, no meu tempo de guri. Havia uma cascata escondida, um filete de água pura, que caía das alturas percorrendo a mata perdida, pelo leito sempre descendo. Por entre as pedras redondas, as águas se amansavam, fazendo espumas brilhantes, quando o sol chegava nelas. Enchiam o cocho pacientes, de um velho e triste monjolo, que batia o tempo todo, fazendo a nossa comida. Era um riacho pequeno, a se perder entre as voltas, que nem criava peixinhos, mas corria sempre esperto, temendo virar açude, sonhando tornar-se grande.