ROTINA
Quando os primeiros clarões do dia aparecem, estamos de pé e, rotineiramente, a vida nossa recomeça no cenário de mais um dia...! É sempre assim... uma rotina que não tem fim! Usa-se o vaso, jorra água do chuveiro quente, escovam-se os dentes, tira-se o sono da face, fecha-se a porta. Ela desce, sem fazer barulho na escada, enquanto eu ainda me espreguiço no final da madrugada. Mas de repente, quando pouco tempo passa, vem a fumaça. É o primeiro cigarro, antes de pôr água na chaleira. Ouço a tosse, sinto o pigarro e o meu ar puro termina, nessa prática constante, de entrega à nicotina. Chimarrão intercalado, entre tragadas e notícias. Depois um cafezinho, outro souza cruz que ela incendeia, enquanto a pia é desocupada. Tem roupa para lavar, tem cama para arrumar, tem casa para limpar. O crochê está esperando. Cinzeiro e o banco prontos, para o início dos trabalhos. Eu já estou nas ruas, envolto no trânsito louco, brigando para ter espaço, e chegar inteiro ao trabalho. Nove quilômetros ...