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COMEÇOU CEDO

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Aconteceu bem antes do previsto. Nem começamos o mês de dezembro e o transporte aéreo já apresenta problemas. O primeiro sintoma evidenciou-se na TAM, que provocou um transtorno enorme no trasporte do sul do Brasil. Ele iniciou-se logo na sexta-feira (26/11), e ainda hoje, segunda-feira (29/11), não há nada normalizado. A tendência é piorar, pois apresentava 35 partidas canceladas, até às onze horas. O box da TAM, no aeroporto Santos Dumont, logo cedo, acumulava mais de 300 passageiros querendo voar, mas impossibilitados de fazer. A empresa, face a tantos transtornos, não dá qualquer explicação plausível. Simplesmente informa que voos foram cancelados. Não prestam informações nem pessoalmente, nem pelo telefone. Há dias passados, a ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil, divulgou ao País todo que havia feito uma reunião com as empresas aéreas, pedindo que se preparassem para o movimento em decorrência das festas de natal e ano novo. Houve compromisso de todas de não venderem passagen...

SEGUNDA ETAPA

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Ligando a televisão os repórteres informam que o BOPE, em parceria com a marinha e outros setores da segurança, está tomando o complexo do Alemão. Essa missão certamente não será difícil, pois os equipamentos militares de um lado e do outro, são infinitamente diferentes. Se após a tomada o governo fizer a sua parte, provavelmente a vida dos habitantes do Complexo do Alemão melhorará. Mas tem uma problema complicado para ser resolvido: será necessário - como uma segunda etapa - a tomada das penitenciárias brasileiras consideradas de segurança máxima. Hoje elas estão nas mãos dos donos das favelas do Rio de Janeiro, ou seja, dos chefes do tráfico que nelas se encontram presos. Fazem dessas penitenciárias os seus quartéis generais, utilizando-se dos mais modernos meios de comunicação e também dos mais rudimentares, ambos com eficácia. As ordens partidas das penitenciárias chegam ao exército dos traficantes que saem às ruas da Cidade Maravilhosa executando as ordens recebidas e gerando pâ...

NÃO É SÓ OCUPAR

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Ontem uma pessoa amiga minha do Rio de Janeiro me contava que a Vila Cruzeiro e outros bairros da cidade, já haviam sido ocupados, em outras oportunidades, pelo BOPE - Batalhão de Operações Especiais. Os traficantes tinham abandonado os locais e a população, aparentemente, se dada por satisfeita. Mas aquelas favelas são extremamente pobres, carentes de toda a infra-estrutura, sem locais de trabalho, um amontoado de gente que não tem o que fazer. Segundo me dizia ela, se o governo não ocupar o espaço, criando alternativas para solucionar os problemas básicos do emprego, da saúde, da educação, oferecendo possibilidades de uma vida digna, será inútil a ocupação militar. Será apenas questão de tempo e os traficantes retornarão com maior intensidade ocupando tudo de novo. O apoio que a população está dando às operações não poderá parar por aí. Ela vem denunciando os malfeitores, o que tem facilitado o trabalho da polícia, e, com isso, os traficantes fogem ou morrem, não lhes restam outras ...

O DESPERTADOR NATURAL

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E ra um lugar diferente aquela casa, mas igual a quase todas as que existem em Itacaré: fina e comprida, com os cômodos alinhados só de um lado, ligados por um corredor, que servia a todos. O vento, vindo do mar, entrava sempre pela mesma porta, passava pelos cômodos, arejando tudo e saía na outra porta, sem nem ser visto, levando todos os cheiros. Não tinha forro no telhado, nem janelas para os quartos, com telhas expostas, feitas de barro. Mas em cada quarto, havia três telhas de vidro transparente, que traziam a claridade do dia, mostrando, à noite, o passar da lua. Eu dormia a noite toda naquele silêncio. Só acordava quando lentamente, a claridade matutina me chacoalhava, sem fazer qualquer barulho, penetrando pelas pálpebras, avisando que estava na hora.

PROGRAMANDO A VIDA

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H á anos passados, numa cerimônia fúnebre, ouvi uma frase dita por um pastor e que guardo até hoje: "O homem, até os setenta anos pode morrer, mas a partir dos setenta, deve morrer." Porque naquela época me chamou muito atenção, repito-a constantemente, mas já com uma correção que sempre tenho o cuidado de fazer. Com o progresso da medicina, com as mudanças de mentalidades, com a melhora na qualidade de vida; o homem está muito fortalecido, vive mais e permanece produtivo por mais tempo. Nunca mais ouvi ninguém pronunciar essa frase. Eu a tenho aperfeiçoado e atualizado: O homem, até os noventa anos pode morrer, mas a partir dos noventa, deve morrer. E por causa dessas minhas citações, tenho recebido muitos comentários desabonadores. Lembram-me de pessoas lúcidas com cem anos. Pessoas totalmente úteis e necessárias à sociedade nessa idade. Por tais razões e porque não tenho como contestar, paro para pensar e chego a conclusão que existem exemplos disso: Oscar Niemeyer e um. M...

O que aconteceu com os Correiros?

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R ecordo-me que os Correiros eram uma das empresas de maior credibilidade até bem pouco tempo. Todo mundo confiava no ditado: "mandou, chegou." E chegava mesmo, e bem rapidinho! Hoje, as reclamações contra essa Instituição somam-se aos milhares. É falta de entrega, extravio, demora, etc., etc. E olha que o custo de uma postagem não é barato! Tem casos que se fizermos as contas, fica mais barato pegar um ônibus e ir levar do que mandar por Sedex. As greves dos carteiros já se tornaram uma rotina. Reclamam de baixos salários, do trabalho estafante a que são submetidos, da falta de funcionários, dos cachorros raivosos que guardam os domicílios e não estão nem aí quando são questionados por algum extravio ou demora de correspondência. *** É uma pena: empresa tão confiável e necessária, parece estar se esfacelando!

O JARDIM DOS BICHOS

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Naquela casa havia um jardim mal cuidado, onde um sapo e um jaboti pareciam dormir de tão parados. O sapo tinha um olho esquisito todo saltado, o jaboti, nem se fala: de tão quieto no seu capacete, parecia adormecido. Era um jardim mal cuidado, onde a grama crescida e as plantas daninhas impediam minha observação e me enganavam. O sapo e o jaboti, fui descobrir depois o segredo, eram bichos de brinquedo!