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UMA NOVA IGREJA?

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Um artigo publicado na Gazeta do Povo de hoje, intitulado “Católicos perdem na quantidade e ganham na qualidade”, do sacerdote católico Joaquim Parron - presidente dos Missionários Redentoristas do Brasil e doutor em ética social - chamou-me atenção. Em especial o título, e foi ele que me levou a ler toda a matéria. Como católico que sou, fiquei preocupado com a linha de idéias defendidas pelo autor. Alguma coisa estranha está exposta e defendida nesta sua justificativa, principalmente por que afirma estar satisfeito com a situação atual. Diz-se satisfeito porque a perda de fiéis católicos para outras religiões é compensada pela qualidade dos que permanecem. Tenho a impressão que isso contrasta-se com sua função de missionário e contra também à idéia básica de Cristo, que disse que haverá um só rebanho. Cristo nunca fez distinções entre pobres e ricos, inteligentes ou burrinhos, qualificados ou desqualificados. Todos poderiam e deveriam fazer parte do Reino de Deus, não...

OBSERVANDO O TRÂNSITO

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Estou agora, às sete horas e trinta minutos, indo para o trabalho. Percorro uma daquelas “rápidas” que ligam os bairros ao centro da cidade. Loucos para chegar no horário, eu e todos aqueles que estão a minha direita, esquerda, atrás e à frente. Quatro pistas de mão única, apinhadas. Faz uma semana que me dei ao capricho de observar o comportamento dos motoristas, naqueles nove quilômetros que me separam dos meus dois locais de paz. É uma coisa curiosa e assustadora! Mistura de gente, carros de todos os tipos, caminhões, ônibus, motocicletas, mini-ônibus escolares, bicicletas e até alguns corajosos tentando atravessar a rua. E, nesse entrevero, “bobeou o cachimbo cai”. Têm os carros femininos, os masculinos, os conduzidos por pessoas mais idosas, aqueles que ao volante trazem jovens motoristas, os cautelosos, “os barbeiros”, os habilitados e os desabilitados. Sem esquecer, é claro, dos que tomaram “umas” durante a noite e cedo estão retornando naquele estado. ...

CONVERSAS ROTINEIRAS

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Fonte: google - Vá procurar alguma coisa para fazer –, finalmente falou ela depois de suportar o homem por vários dias azucrinando-lhe a vida. - Calma Zita, - você tem que entender que tirei uns dias para descansar. - Enquanto descansa um, estressa-se o outro. Férias em casa nunca mais! - Por que isso? – não sou uma boa companhia? - Não estou reclamando disto, mas tudo tem os seus limites. - Não a levo para passear, ao supermercado, comprar as tuas linhas e tintas para os artesanatos? Não faço nada então? - É que quando você fica em casa não dá sossego. Mexe nas panelas, anda de um lugar para o outro, suja tudo. Ajudar, que é bom... - É, mas sempre lavo a louça. Às vezes até enxugo. - Mal lavada, isso sim. - Já consertei todos os defeitos da casa. Acabaram-se as torneiras vazando. Não se ouve mais o ranger das portas. As fechaduras defeituosas foram trocadas. As tomadas de luz substituídas. Isso tudo não tem valor? - E o vazamento do tel...

BRIGA DE CACHORRO GRANDE

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Fonte: google Até que enfim apareceu alguma coisa dessa tal de ANATEL: suspendeu a venda de novos celulares da TIM, OI e CLARO. Não sei por que não incluiu a VIVO. Será que é porque é “vivo”? Mas a medida parece ser positiva, pois beneficia o usuário que está sendo prejudicado. Essas empresas estavam deitando e rolando. Oferecendo um péssimo serviço e ganhando dinheiro “de rodo”, nas costas do povão. Todas as reclamações davam quase sempre em nada. A TIM -, não concordando com o “castigo” que fechou suas torneiras milionárias -, disse que vai recorrer à justiça. Aí que mora o perigo, aí que tá o problema! Estou achando que a “justiça” se colocará do lado da empresa...! Uma “liminarzinha” que garante a continuidade das vendas. O julgamento do mérito pode demorar e, nesse espaço,  o dinheiro perdido será recuperado facilmente. Briga de cachorro grande onde quem sairá perdendo serão os "filhotes".

O OUTRO LADO

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Fonte: Google Mais 4 UPS (Unidade Paraná Seguro), foram implantadas em Curitiba. O local escolhido: Cidade Industrial, nas vilas Verde, Sabará, Caiuá e Nossa Senhora da Luz. Essas comunidades, incrustadas na CIC, têm aproximadamente 42 mil habitantes. O total de moradores da Cidade Industrial de Curitiba, representa 10% da população da capital, com 172 mil habitantes e é o bairro que possui os mais altos índices de violência (mortes, assaltos, roubos, tráfico). Nos quatro locais escolhidos a falta de segurança é tão grande que para garantir o sucesso da operação foram utilizados 1300 policiais. O objetivo da ocupação: eliminar o tráfico, oferecer segurança à população, prender os traficantes, os bandidos e as pessoas que se encontram fora da lei e, posteriormente, implantar uma unidade de segurança no local. Ocupações semelhantes já aconteceram nos bairros Uberaba e Parolim, onde dados estatísticos comprovam que as coisas ruins que ali aconteciam diminuíram...

ELES NÃO PERCEBEM NADA

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Sou um freqüentador assíduo dos supermercados. Há já bastante tempo, incumbi-me das compras da casa. Como ando fazendo as contas para a aposentadoria -, mas não querendo parar -, dia desses, caminhando por entre as gôndolas de um desses estabelecimentos, veio-me a idéia de mandar um currículo para trabalhar ali depois que deixar minha profissão. Na hora da entrevista faria questão de dizer ao meu entrevistador que tinha preferência por um serviço. Certamente ele iria me perguntar, meio espantado,  que serviço era esse. E eu lhe diria, sem nenhuma intenção de agradar, nem querer garantir emprego. - Eu queria desenvolver o trabalho de educador. - De educador? – certamente me perguntaria espantado ele - sem entender nada. - Sim, de educador, pois aqui não existe nenhuma educação no trato dos clientes e do estabelecimento. - Interessante..., meio estupefato falaria ele, – poderia explicar-me? - Explico, sim, mas primeiro pergunto: quem é o elemento mais impor...

NOVOS COMPRADORES VELHOS

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Hoje conclui uma coisa que há tempos vinha analisando: o número de pessoas idosas está aumentando nos supermercados. Nos dias de ofertas, logo cedo, se fores às compras,  vais se deparar com 90% de pessoas na faixa dos 60 e 70 anos. Vários motivos fazem com que isso esteja acontecendo: são quase todos aposentados, são compradores experimentados, não têm pressa de analisar a qualidade dos produtos, conferem detalhadamente os valores cobrados, reclamam sempre que os preços diferem, e, certamente, estão utilizando o dinheiro da aposentadoria para fazer as compras (economizando o dos filhos). Não deixa também de ser um momento de distração, de reencontro com muitos conhecidos, de conversas desinteressadas com as caixas, normalmente sempre pacienciosas e sorridentes com os velhinhos. Não há distinção de atendimento, todas as caixas estão tomadas por esses novos compradores velhos. Quando retornam com as sacolas cheias, estão mais aliviados e orgulhosos. Exib...