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QUE LIVRO É ESSE?

Acabo de ler o livro: GUIA politicamente INCORRETO da HISTÓRIA do BRASIL, do jornalista Leandro Narloch.  Confesso que vou relê-lo, porque o assunto é muito complicado. Custa-me entender que um escritor possa contestar tanto a história do Brasil, se não dispuser de bases sólidas para fazer. Ganhei-o de presente de uma pessoa que conheci em Florianópolis, funcionária pública em Brasília que passava férias na capital catarinense. Disse-me que se sentia revoltada com o que estava escrito naquela obra. Pediu-me se eu queria de presente e mediante meu assentimento entregou-me o volume demonstrando certo desdém, mas desejando-me uma boa leitura. Confesso que aquela sua revolta incitou-me uma curiosidade enorme. Razão disso: devorei o livro num fechar de olhos. Leandro Narloch, que é curitibano, deve ter levado muito tempo em pesquisas, pensei. Deduzi ser muito corajoso para contestar fatos de nossa história dizendo que o que nos ensinaram é mentira.  Entre outr...

QUE IGREJA É ESSA?

Na Gazeta do Povo de hoje (Curitiba - 24/03/13), uma frase chamou-me atenção. Foi proferida pelo Ministro da Pesca e bispo licenciado da Igreja Universal, Marcelo Crivella, numa palestra que proferiu a cerca de 3 mil pastores evangélicos. A frase: “ Com a presidenta Dilma, os juros baixaram. Quem paga juros é pobre. Com menos juros, mais dízimo e mais oferta.” Esse pronunciamento fez-me recordar daquela frase famosa quando os fariseus se dirigiram a Jesus e pediram qual era sua opinião, se deviam ou não pagar impostos aos romanos, que dominavam o estado judeu naquela época. Jesus -, em sua sabedoria divina -, respondeu: “Dai, pois a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Como as explicações são diferentes! Justa e inteligente a segunda; hipócrita e individualista a primeira! Uma beneficia a todos; a outra apenas engorda os cofres de uma instituição. Um Bispo/Ministro,  elogia a atitude da Presidente porque com ela a sua Igreja conseguirá arrecadar ma...

SAUDADE DO IPÊ

O funcionário público paranaense tem ainda uma lembrança clara do IPÊ – Instituto de Previdência do Estado.  Era o IPÊ quem prestava toda a assistência médica ao funcionalismo, sempre com eficiência e ótimo atendimento. Tinha um prédio próprio onde os procedimentos eram resolvidos e os beneficiados não tinham nada a reclamar. Os últimos Governadores do Paraná – cada um com uma marcante contribuição negativa - acabaram com o IPE (cita-se Jaime Lerner, Roberto Requião e Beto Richa).  Desmontaram as estruturas e o tornaram, financeiramente, um Órgão deficitário. Para substituí-lo criaram o SAS – Serviço de Atendimento ao Servidor, credenciando Hospitais para realizarem os atendimentos. Sempre criticado pela ineficiência, o serviço passou pelo Evangélico, pelo São Vicente, outros mais, acabando no Hospital da Polícia Militar. Hoje o atendimento do SAS está muito pior que o do SUS. Os funcionários públicos melhor remunerados – para não enfrentarem os descala...

PRAÇA ABANDONADA

Não sei como estão as outras praças de Curitiba, mas a dos Menonitas, no Boqueirão, está abandonada.  A grama, em certos lugares, mede cinquenta centímetros de altura.  Existe pichações nos instrumentos de ginásticas e até na casa da administração.   A administração municipal que assumiu no início de janeiro está chorando e reclamando muito e fazendo pouco. Pergunta: será que é melhor ganhar uma eleição com a Prefeitura endividada, ou perdê-la para que os antigos permaneçam acobertando tudo?

UM LANÇAMENTO ESTRONDOSO: ARGO

Acabo de ler o livro Argo, de Antonio Mendes & Matt Baglio, gentilmente emprestado pelo casal amigo de Nova Friburgo-RJ, João e Solange. Lançamento da Editora Intrínseca. Um livro com relatos fortes e crus, conta o desenrolar dos fatos que culminam com a libertação de seis americanos fugidos da Embaixada dos Estados Unidos, em Teerã, tomada pelos adeptos do regime que se estabelecia e estavam escondidos na Embaixada do Canadá. O agente da CIA e autor do livro, Antonio Mendes, monta um plano mirabolante para retirar do Irã essas pessoas. Eles são disfarçados de atores e integrantes de uma equipe de artistas de Hollywood. F alsificam-se passaportes, documentos, fotografias e são meticulosamente estudados os movimentos dos soldados que vigiam o embarque dos passageiros no aeroporto de Mehrabad, na capital iraniana, para que a fuga não dê errada.   O trabalho precisa ser meticuloso, pois todos estão conscientes de que se esses diplomatas forem pegos pelo regime do Aiatolá K...

O JARDIM DA FRENTE

- Ta ficando bonito...!         São pessoas da vizinhança que passam pela rua e mesmo sem qualquer intimidade comentam o trabalho que faço. Quinzenalmente, nas manhãs de sábados, dedico-me a organizar o jardim que criei em parte da calçada de minha rua. - Ta ficando bonito! É outra pessoa elogiando meu trabalho. Sou meticuloso. Meço para não ficar torto e a tesoura vai tirando os excessos. Não sei nem o nome desses arbustos, mas eles são usados para formar cercas verdes pelas pessoas que apreciam a natureza. - O senhor recebe alguma coisa para fazer esse trabalho? Pergunta-me uma mocinha de uns treze, catorze anos, parando ao meu lado. - Recebo, respondo automaticamente, descansando a tesoura e observando a jovem que parece curiosa. - Não sabia que a prefeitura paga para fazer os jardins em frente das casas. O senhor mora aí? Aponta minha casa. Os outros parecem que não precisam ganhar dinheiro, indicando o restante da calçada inteiramente ...

DEPOIS DE BENTO XVI

  A renúncia do Papa pegou o mundo de surpresa. Claro que não os que convivem nos salões e aposentos do Vaticano, estes já esperavam e,  provavelmente,  fizeram de tudo para que isso acontecesse.   Enganam-se os católicos mais devotos pensando que dentro da Igreja Católica não existe disputa. Existe e sempre existiu. Disputas históricas como a que culminou com a eleição e imediata morte de João Paulo I (Albino Luciani), só para lembrar um fato recente e até hoje não explicado. Essas, muitas vezes, ferem os princípios por Ela própria defendidos. Os adeptos de Ratzinger – numa análise rápida e superficial - terão que concordar que o reinado de Bento XVI foi muito tímido e com grandes debandadas de adeptos. No Brasil, o número de católicos caiu e o de evangélicos aumentou. Talvez, em consequência da agitação vivida no reinado de João Paulo II. o Alemão não conseguiu imprimir o mesmo ritmo do Polonês. Tem-se a impressão ...