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ELA TIROU UNS DIAS

    Faz quinze dias que ela saiu. Não houve briga. Não é separação. Resolveu apenas visitar a mãe que disse estar doente. A princípio ele não achou nada errado. Até concordou que fosse. Entendia que os velhos precisam ser cuidados pelos mais novos.         Seria a oportunidade para conviver com uma experiência nova. Viver uns dias sem a mulher de vinte anos de convivência. Foi um experimento interessante, mas ela o enganou. Disse que ficaria quinze dias e já se passavam trinta. A saúde da mãe havia se agravado, justificou.         Ele, nesses dias, acumulou uma série de experiências. Algumas boas, outras ruins. Todas pedagógicas. No começo até achou bom ela ter ido. Não precisava ficar aspirando aquela fumaça asquerosa que havia passado pelo pulmão dela e agora vinha fazer uma segunda filtragem no seu.          Mas ficou órfão totalmente. Não tinha mais a marmit...

PAIXÕES ADULTAS

Os encontros aconteciam sempre naquele clube. Ali, ambos - já de longa data - tinham programas específicos para a manutenção de suas vitalidades corporais. Por força de um sentimento mais íntimo, haviam abandonado seus exercícios físicos e procuravam reativar a parte sentimental. Esses encontros foram aumentando conforme a necessidade e acabaram acontecendo durante todos os dias da semana. Haviam se encontrado e conhecido numa viagem turística a Foz do Iguaçu, quando retornavam para Curitiba. Dez horas de ônibus foi o suficiente para os contatos iniciais. Ele - general do exército aposentado - setenta anos, passava o tempo nessas viagens. Os filhos, já todos casados, eram médicos, engenheiros, advogados e não brigavam pela herança. Sua esposa e companheira havia morrido há cinco anos e o único problema que o atormentava era a solidão. Ela - cinquentona bem cuidada - professora universitária trabalhava muito. Percorria esse Brasil ministrando cursos de pós-graduação. Não tinha ...

HOMENAGEM EM MANAUS

Participei, nos dias 18, 19 e 20/05/2014, do XXIX Encontro do CODISE – Colegiado Nacional de Diretores e Secretários de Conselhos de Educação, que aconteceu na cidade de Manaus. Minha presença foi para receber uma homenagem que me foi prestada nos seguintes termos: . Nessa mesma ocasião também foi homenageado o ex-secretário do Conselho Estadual de Educação do Tocantins, que, em gestões anteriores, havia sido vice-presidente do CODISE, Tibúrcio Gabino. A solenidade ocorreu no Auditório da Reitoria da Universidade do Estado do Amazonas – UEA, com a presença das mais altas autoridades educacionais daquele Estado. A presidente do CODISE, Maria Eliete da Silva Cavalcante, foi quem coordenou o acontecimento. Nos dias 19 e 20, ocorreram palestras sobre os mais variados temas educacionais: a) Plano Nacional de Educação, tendo como palestrante o professor Geraldo Grossi - SASE/MEC; b) Promoção da Educação Inclusiva: articulação e compromisso de todos, proferida pela Professora Clé...

RECEBENDO HOMENAGEM

No dia 18 de maio, próximo,  vou receber uma homenagem. Será em Manaus – AM, na XXIX Reunião do CODISE – Colegiado Nacional de Diretores e Secretários de Conselhos de Educação. Explico: CODISE é a sigla de um Colegiado que reúne todos os Secretários e Diretores dos Conselhos Estaduais de Educação do Brasil. Entre os anos de 2011 e 2012 fui o Secretário deste Colegiado e, muito antes, lá por volta de 1987, participei, colaborando com o Antonio Carlos Souza (então Secretário do CEE/PR.), Álvaro Barros da Silveira, Secretário do CEE/SC e Aurila Maia Freire, do CEE/CE, com a participação dos Conselhos Estaduais de Educação do Espírito Santo e São Paulo, na fundação do CODISE. Mais tarde tornei-me Secretário do CEE/PR e, posteriormente, também Secretário do CODISE, na gestão da Presidente Carmem Gomes, de Goiás. Agora, na XXIX reunião da Entidade -, são duas a cada ano -, vou ser homenageado. Uma iniciativa da Presidente atual do CODISE, Maria Eliete da Silva Cavalcante. Há c...

NOVO MENSAGEIRO

Agora estamos com dois mensageiros do tempo aqui em nossa casa: o do vento que já faz ploc... ploc...ploc, há mais de ano, dia e noite, incansável e, recentemente, o da chuva. Explico: quando cansei de recorrer à construtora para que resolvesse o problema dos vazamentos na torre da caixa d’água sempre que chovia com vento, chamei um calheiro para que resolvesse o problema. Esse profissional fez um trabalho exemplar que não permite mais nenhum vazamento e nos deixou, como presente, o mensageiro da chuva. Sempre que começa a chover, os primeiros pingos, normalmente grossos e mais violentos, batem nos rufos fazendo um barulho onomatopaico gostoso: toc, toc, toc. Barulho que só para quando a chuva afina ou cessa. Bom para dormir ou ficar escutando bem quieto de baixo das cobertas quentes.

DESCENDO A LADEIRA II

Vejam a situação dos Correios: os diretores conhecem as “Greves Cíclicas” (aquelas que já são programadas e com datas para acontecer), mas pouco ou quase nada fazem para solucionar o impasse. Continuam recebendo correspondências e cobrando pelo serviço sem, contudo, entregarem esses documentos dentro do "prazo útil". E o povo, coitado, terá que pagar juros, correções e multas, se não apelar para o telefone atrás do código de barras e do valor devido. E o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)? Outro gargalo governamental, e, que, comprovadamente, não tem capacidade de administrá-lo ou, por outras razões, quer que prossiga assim. Começam-se os trabalhos, recebe-se o dinheiro e as obras param. As empreiteiras adotam o esquema da “criança briguenta”, aquela que para de chorar quando lhe fazem agrado. Somente continuam se houver reajustes nos contratos. E as obras começam e param, param e começam e se prolongam pelo tempo, conforme a alimentação do reajuste vai acontecend...

DESCENDO A LADEIRA I

Do alto dos meus 65 anos, confesso não ter visto uma situação como a existente hoje. Ao se ler jornal, ver ou escutar notícias na televisão ou rádio, acessar a internet ou participar do face book, constataremos que os problemas encontrados são sempre os mesmos: o inconformismo, a revolta, a insatisfação, a desilusão com o que está acontecendo no Brasil. E o mais terrível: o povo sente-se impotente. As palavras e as reações diante dos problemas são sempre as mesmas: lamentável..., isso é Brasil..., que barbaridade..., fazer o quê? Acompanhando notícias do exterior é possível constatarmos que estamos sendo motivo de piadas, gozações pelo que vem acontecendo aqui. A corrupção parece que tomou conta do governo. Os órgãos públicos se tornaram ineficazes. As obras não avançam, a cotação da nossa Presidente cai; O PIB desanda (foi, inicialmente, programado para 4%, caiu para 3.6% e agora estamos em 1.8%); enfim, um descrédito completo toma conta do País. O que estaria acontecendo? -, per...