Ao entrar em casa, naquela tarde, chamou-lhe atenção a fotografia colocada sobre a cristaleira. Há muito tempo estava ela ali, mas nunca conheceu uma sensação igual a que sentia naquela hora. No silêncio da imagem havia histórias para lembrar. Naquele final de tarde pareceu ter tempo. Parou. Tomou o quadro nas mãos. Olhou aquela imagem demoradamente e sentiu que havia acontecido grandes transformações. Era um documento familiar. Lembrou-se da ocasião e do local. Observou-se. Mirou a esposa, o filho e a filha. Calculou: no mínimo vinte e cinco anos atrás! Ele magro, elegante, cheio de vida e forças; ela, posta numa roupa de viagem muito à vontade, exibindo mocidade e beleza. Óculos escuros, pele bronzeada. O menino com os seus dez anos, a menina não chegava a sete. Passou a recordar do momento e do local. Estavam voltando da praia e o retorno acontecia pela Estrada da Graciosa. Estrada bonita. Cheia de curvas fortes e flores pelas beiradas. Riachos que se precipitavam por en...
Comentários
amei os andarilhos do frio, me veio à mente os jovens aventureiros, alguns responsáveis q gostam do novo, mas como processo de amadurecimento e outros irresponsáveis, q agem sem pensar, levam a vida de qqer jeito, apenas vivem sem reflexoes, vc nos faz pensar!!
gde abço, eita frioooo,kkk
ótimo trabalho!!!