Amanhã começam os trabalhos da XXIV Reunião Plenária do CODISE (Colegiado Nacional de Diretores e Secretários de Conselhos de Educação do Brasil), entidade da qual sou o secretário. A impressão que tenho é que 90% dos Estados estarão presentes. Uma programação extensa e cheia de conteúdos para os debates que ocorrerão nos dias 28, 29 e 30. Parabéns a Maria Eliete da Silva Cavalcante, Secretária do Conselho do Amazonas e Presidente do CODISE, pelo trabalho que vem fazendo. Parabéns também à anfitreã de Alagoas, Ângela Mácia dos Santos, pois temos a certeza de que será um grande encontro. Depois tem uma: estou ansioso para sair desse clima gelado aqui de Curitiba e por uns dias sentir o calor de Maceió.
Não pensem que tudo na Europa é bonito e maravilhoso. Pois no final do primeiro dia do nosso passeio por Lisboa, cansados e longe do hotel onde estávamos hospedados, resolvemos tomar um ônibus para voltar. Tínhamos acabado de conhecer a Torre de Belém, passado pelo Monumento dos Descobrimentos, observado as belezas do rio Tejo, que logo abaixo deságua no Oceano Atlântico e percorrido o interior do Mosteiro dos Jerônimos. Bem a frente desse mosteiro tomamos o ônibus para voltar. Os portugueses chamam de elétrico. Estava lotado e precisamos ficar em pé. Logo que entrei percebi alguma coisa de estranho nas atitudes de uma mulher que se encostou e com jeitinho me foi levando para um canto. Foi quando ouvi o Fausto falando alto para um homem que estava bem a minha frente: - Tira a mão daí! O dinheiro do meu pai não! Do meu pai não! Foi quando olhei para o bolso da minha calça que estava com o ziper aberto e o maço de euros (que os tinha preso com um clipes) totalmente exposto. Eu que achava...
Ao entrar em casa, naquela tarde, chamou-lhe atenção a fotografia colocada sobre a cristaleira. Há muito tempo estava ela ali, mas nunca conheceu uma sensação igual a que sentia naquela hora. No silêncio da imagem havia histórias para lembrar. Naquele final de tarde pareceu ter tempo. Parou. Tomou o quadro nas mãos. Olhou aquela imagem demoradamente e sentiu que havia acontecido grandes transformações. Era um documento familiar. Lembrou-se da ocasião e do local. Observou-se. Mirou a esposa, o filho e a filha. Calculou: no mínimo vinte e cinco anos atrás! Ele magro, elegante, cheio de vida e forças; ela, posta numa roupa de viagem muito à vontade, exibindo mocidade e beleza. Óculos escuros, pele bronzeada. O menino com os seus dez anos, a menina não chegava a sete. Passou a recordar do momento e do local. Estavam voltando da praia e o retorno acontecia pela Estrada da Graciosa. Estrada bonita. Cheia de curvas fortes e flores pelas beiradas. Riachos que se precipitavam por en...
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