DESENCONTROS


Todo o curitibano sabe que a violência é o maior problema a ser enfrentado hoje na capital. Já o próprio Governador, dia desses, ao comentar as estatísticas das mortes diárias, demonstrou-se preocupado.

Há finais de semana que são mortos entre 30 a 40 pessoas. Números superiores a muitas guerras que existem pelo mundo.

A maior parte dos assassinados são pessoas que ainda não chegaram aos 30 anos e, em sua maioria, do sexo masculino.

A principal causa dessas mortes tem sido apontada como resultantes das drogas. O usuário não paga os fornecedores e o método para se quitar as dívidas é a morte.

Agora tomo conhecimento pela imprensa, que passará por Curitiba a "Marcha da Maconha". São os defensores do produto que pretendem se reunir no centro da cidade e manifestarem suas opiniões. Essa marcha já andou pelo Rio de Janeiro e dizem que reuniu cinco mil adeptos.

Mas a notícia de que a marcha passará brevemente por Curitiba movimentou a sociedade daqui. A cantora Mara Lima, também deputada estadual, foi a que se manifestou de forma mais veemente, dizendo que essa manifestação não pode ser permitida.

O assunto está nas rádios, jornais e televisão. As primeiras já fazem pesquisas com seus ouvintes e o conservadorismo curitibano está vencendo disparado, mas há também os que se manifestam favorável e, certamente, esses farão parte do acontecimento, isso se for autorizado.

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