DIA DO PROFESSOR

Ligo o rádio, leio o jornal, assisto a televisão e em todos eles há menções ao “Dia do Professor”.

Sinto que, na maioria, são lembranças superficiais, para não dizer falsas. Lembram por lembrar. Uma obrigação. Afinal, é ele quem tem a missão de ensinar e educar  o filho de todos.

Verdade seja dita: a classe do professor é uma das mais abandonadas e esquecidas. Baixos salários, desrespeito por parte dos alunos, regime de trabalho desumano, estresse em 90% dela; indiferença dos órgãos educacionais e do governo, que faz um estardalhaço na mídea dizendo que está recuperando a dignidade da classe quando oferece 3% de aumento no salário.

Uma amiga minha, de descendência japonesa, fala-me sempre que no Japão o professor é a única profissão a quem o Rei presta reverências. E no Brasil? Não passa de um "pobre coitado" que nem roupa decente pode comprar, pois o salário que recebe não lhe permite.

Já o professor Jacir J. Venturi, em seu artigo da Gazeta do Povo de hoje: “Soluções para a falta de bons professores”, diz que em estatística do MEC formaram-se 70.500 professores, no ano de 2007; contrapondo com 83.000 advogados, no mesmo período. E, como solução para a falta de bons professores ele sugere que sejam aproveitados esses advogados que poderiam melhorar o ensino brasileiro.

Perdoa-me, Professor Jacir – meu velho colega de seminário -, mas não concordo com essa sugestão. A solução para a falta de bons professores passa por caminhos muito diferentes e que sua larga experiência no setor educacional conhece muito bem. Acho uma proposta promíscua a sua.

Basta se eliminar ou sanar os problemas que já apontei acima, que os caminhos tomarão rumos promissores e os resultados serão outros.

Mesmo assim, congratulo-me com o nosso dia.

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