CAÍMOS DE NOVO


Preciso dizer que sou "Coxa". É o nome dado aos torcedores do Coritiba, time de Curitiba que está disputando a final da Copa do Brasil com o Palmeiras, de São Paulo.

Após assistir a partida de ontem (05/07), fiquei desanimado. Achava que seríamos campeões desta vez. O time, bem mais maduro e controlado, enfrentaria com tranquilidade a equipe do Palmeiras. Puro engano!

No primeiro tempo de jogo o Coritiba deu um banho de futebol no Palmeiras. Perdeu - sem qualquer exagero -, no mínimo três gols. Poderia ter liquidado a fatura ali. Aconteceu que, cara a cara com o goleiro palmeirense, não conseguiram marcar. O Coxa apresentou um futebol brilhante, dominou, massacrou o alviverde de São Paulo, mas  não fez gols. O que faltou foi equilíbrio emocional.

Aos 47 minutos o Palmeiras, através de um pênalti, fez o gol. Até então não havia chutado uma bola sequer no gol. O goleiro Vanderley era um mero observador. Foi uma ducha de água fria.

Mas existe um outro fator, além do emocional, que me leva a admitir que o Coritiba não será campeão: as forças ocultas, os interesses que estão em jogo, a necessidade de erguer um time que está quebrado, que é tradicional e que tem torcedores fanáticos. Tem um treinador que esteve na mídia e agora encontra-se esquecido.

Tudo isso me leva ao desânimo. Já fizeram algo parecido no ano passado, resuscitando o Vasco; farão o mesmo trabalho agora.

Lembram-se do pênalti não marcado em favor do Coritiba naquela partida decisiva? Lembram-se de um novo pênalti em cima do Theco acontecido na partida de ontem e não marcado? E da falta não anotada quando um jogador do Palmeiras quase arrancou a camisa do um jogador do Coritiba, derrubando-o no momento que, em contra ataque, ficaria na cara do goleiro? Nem falta o juiz marcou, atitude que mereceria a expulsão do jogador. 

Esse mesmo Coritiba fez seis gols no Palmeiras no ano passado aqui em Curitiba, fato que poderia me animar e concluir que não será difícil fazer três agora. Coritiba e Atlético Paranaense somente foram campeões do Brasil porque nas decisões o primeiro enfrentou o Bangu (1985) e o segundo, o São Caetano (2001), times sem expressão nacional.

Como existem regras com excessões, vou manter um fiozinho de esperança.

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