UNS PRODUZEM, OUTROS RECEBEM


Chega-me um “email” que citando números curiosos tem como título: O Brasil que trabalha. Não contesto nem provo sua veracidade, talvez algum estudioso do assunto possa fazer isso.

Mas o certo é que realmente são dados alarmantes.

É assustadora a situação da maioria dos estados brasileiros, pois arrecadam pouco, mas recebem absurdos do governo federal.

Um número pequeno de estados brasileiros (oito) é auto-suficiente e são eles que trabalham para sustentar os demais (18). O estado que mais recebe é o Maranhão, seguido da Bahia e Pará.


Vejam que situação diferente: na época em que se estava formando a federação americana, o critério para um estado fazer parte da União era que produzisse riquezas e fosse um estado auto-suficiente.


Descobrir os motivos dessa desigualdade na distribuição de dinheiro não é muito difícil. Estão ligados aos critérios que cada governo adota para proteger redutos e beneficiar estados em prejuízo de outros. Veja abaixo os números.

Em cada estado aparecem três colunas de números. A primeira refere-se à quantia de impostos arrecadados para o governo; a segunda, é a quantia que o governo federal repassa; e a terceira, em vermelho é o que o estado fica devendo e a verde é o crédito de cada estado.


ESTADOS QUE DÃO PREJUÍZO

1. Maranhão
1.886.861.994,84           9.831.790.540,24        7.944.928.545,40


2. Bahia
9.830.083.697,06         17.275.802.516,78        7.445.718.819,72


3. Pará
2.544.116.965,09           9.101.282.246,80        6.557.165.281,71


4. Ceará
4.845.815.126,84        10.819.258.581,80        5.973.443.454,96


5. Paraíba
1.353.784.216,43          5.993.161.190,25        4.639.376.973,82


6. Piauí
    843.698.017,31         5.346.494.154,99        4.502.796.137,68


7. Alagoas
    937.683.021,32         5.034.000.986,56        4.096.317.965,24


8. Pernambuco
7.228.568.170,86        11.035.453.757,64        3.806.885.586,78


9. Rio Grande do Norte
1.423.354.052,68         5.094.159.612,85         3.670.805.560,17


10. Tocantins
   482.297.969,89         3.687.285.166,85         3.204.987.196,96


11. Sergipe
1.025.382.562,89        3.884.995.979,60          2.859.613.416,71


12. Acre
   244.750.128,94         2.656.845.240,92         2.412.095.111,98


13. Amapá
   225.847.873,82        2.061.977.040,18          1.836.129.166,36


14. Rondônia
  686.396.463,36         2.488.438.619,93          1.802.042.156,57


15. Mato Grosso
2.080.530.300,55        3.864.040.162,26          1.783.509.861,71


16. Roraima
   200.919.261,72       1.822.752.349,69           1.621.833.087,97


17. Mato Grosso do Sul
1.540.859.248,86       2.804.306.811,00           1.263.447.562,14


18. Goiás
5.397.629.534,72       5.574.250.551,47              176.621.016,75




ESTADOS QUE DÃO LUCRO


1. Amazonas
6.283.046.181,11       3.918.321.477,20          2.364.724.703,91


2. Espírito Santo
8.054.204.123,90       3.639.995.935,80          4.414.208.188,10


3. Santa Catarina
13.479.633.690,29     5.239.089.364,89          8.240.544.325,40


4. Minas Gerais
26.555.017.384,87   17.075.765.819,42          9.479.251.565,45


5. Paraná
21.686.569.501,93     9.219.952.959,85 1       2.466.616.542,08


6. Rio Grande do Sul
21.978.881.644,52     9.199.070.108,62        12.779.811.535,90


7. Rio de Janeiro
101.964.282.067,55    16.005.043.354,79     85.959.238.712,76


8. São Paulo
204.151.379.293,05    22.737.265.406,96   181.414.113.886,09.

Conclusão:
A excessão do Amazonas, que é da região norte, (pela sua Zona Franca), os demais Estados que produzem e têm créditos são da região sul e sudeste.  

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