DISPUTA DURA

Sem dúvida, o Brasil vive um período conturbado de sua política. Teve prosseguimento e acentuou-se com a eleição da nova mesa da Câmara dos Deputados.

A Constituição parece não ser suficiente para esclarecer as dúvidas ou determinar o divisor de águas. Na disputa já iniciada a algum tempo entre os Deputados e o Poder Judiciário, difícil dizer quem está com a razão.
Seja um ou seja o outro, quem vem sendo prejudicado é o Todo. Ambos os lados estão gastando tempo com acusações e defesas. Ambos sentem-se feridos em seus orgulhos particulares.

O interessante, contudo, foi que no início dos trabalhos, em Brasília, quem mais chamou atenção, não foram os Presidente das Casas, mas o Presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. A razão para que os políticos ficassem relegados a um segundo plano, parece ser simples e perfeitamente entendível: Joaquim Barbosa não possui denúncias de corrupção sobre seus ombros. Demonstra seriedade e tem um passado limpo, coisa que não parece existir nos outros dois eleitos para comandar Câmara e Senado.

Ao final da história, há ainda uma leve esperança naquele velho princípio de que apesar dos sofrimentos, dificuldades, tropeços e contrariedades "o bem acaba se sobrepondo ao mal".

Comentários

Alceu Gehlen França disse…
Boa tarde Mario,

Do jeito que está não se é melhor ressuscitar o Rui Barbosa : "de tanto ver ......, acabo pensando que não vale a pena ser honesto", ou quem sabe o Platão: " O castigo dos homens capacitados que se recusam a participar da política é o de viverem sob o governo de homens incapacitados"

Um abraço.

Alceu

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