O PMDB DO PARANÁ ESTÁ MORRENDO

Há tempo que estou afastado da política. Estive nela por muitos anos. Estou certo que esses anos de militância me facultam analisar a situação política do Paraná. Particularmente, em relação ao partido do PMDB, no qual estive filiado por muitos anos. O "MDB velho de guerra”, como falavam os mais afoitos, nos antigos tempos de glórias.

Não precisamos ir muito longe para ver como esse partido foi se esfacelando. Perdendo forças conforme o tempo passava. O partido “velho de guerra” que fazia todos tremer, não passa de um animalzinho inofensivo que já nem tem a quem recorrer.

Recordemos quem eram os políticos que o formavam no passado: José Richa, Leite Chaves, Niso Sguarezzi, Euclides Scalco, Rubens Bueno, Luiz Carlos Hauly, Aníbal Koouri, a família Matos Leão, Reinold Ste-phanes, Osmar Dias, Álvaro Dias, Beto Richa, Roberto Requião, Antônio Belinatti, Hermas Brandão, Cláudio Romanelli, Valdir Pugliesi, José Domingos Scarpelini e irmão, Nereu Moura, Mário Pereira, Caíto Quintana, Kielse Crisóstomo, Maurício Requião, Eduardo Requião, Antônio Anibelli, Orlando Pessuti, Rafael Greca, Maurício Fruet e muitos outros que me falha o nome.

Quantos desses nomes estão no PMDB, hoje?

Que nomes de peso apareceram para substituí-los?

Por que não aconteceu a renovação?

Pois bem - para facilitar o raciocínio do leitor - no PMDB atual estão: Roberto Requião, Cláudio Romanelli, Valdir Pugliesi, Nereu Moura, Antônio Anibelli, Caíto Quintana e Orlando Pessuti.

E desses nomes citados, quantos são, na realidade, pemedebistas? Claudio Romanelli é Secretário do Trabalho do Governo do PSDB. Valdir Pugliesi, presidente do partido, está sem qualquer reação, quase inativo. Nereu Moura, Antonio Anibelli e Caíto Quintana perderam aqueles ímpetos que os natabilizaram. Penso até que se forem convidados, passam para o outro lado. Orlando Pessuti, confesso que nem sei o que anda fazendo. Desistiu, parece, de pleitear um cargo na esfera federal e se encontra silencioso. Vi-o de longe, esses dias, quando desembarcava no aeroporto Afonso Pena.

Hão de concluir, os que acompanham esse meu raciocínio, que só restou  Roberto Requião. Senador que quase perde a cadeira  nas últimas eleições. Mas, revestido do cargo, tem lá a sua força. Esbraveja feito louco no seu twitter. Desespera-se com as medidas do governo atual. Chama-o de incompetente, de entregador do patrimônio público, mas, na realidade, suas atitudes somente provocam risos na população e indiferença entre os adversários políticos. Fala pelo partido. Ele parece ser o partido. Diz que vai lançar Rafael Greca candidato a prefeito. Esses remanescentes andam tão em baixa que estão chamando políticos peemedebistas de outros estados para prestigiá-los.

Em todas as coisas - não só na política, nem só nos partidos – somente existe força quando há gente forte. Gente que conhece das coisas. Isso não parece estar acontecendo no PMDB do Paraná. O partido não apre-sentou nenhuma renovação de peso. Está reduzido ao Senador que dita tudo.
O Pessuti tornou-se um inimigo.
Os irmãos Maurício e Eduardo vivem em situações opostas. O primeiro, teve seu cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas caçado. Isolou-se e ninguém sabe onde está e o que faz.
O Eduardo aparece na mídia quando é intimado a prestar esclarecimentos decorrentes de sua atividade como Superintendente do Porto de Paranaguá, ou para explicar de onde conseguiu os 180 mil dólares que estavam guardados na sua casa e que acabaram sendo roubados pela empregada, conforme as notícias que correm.

Pergunto: quem vai ressuscitar o PMDB, partido que viveu tantas glórias? Imbatível nas disputas eleitorais tornou-se um aglomerado de novatos desconhecidos que travam embates cruéis tentando devorar os últimos pedaços do bolo!

Como em todas as coisas, as derrocadas e as derrotas sempre têm os seus motivos. Quais foram as causas que em aproximadamente 20 anos tiraram o PMDB da glória e o jogaram nesse estado lastimável de penú-ria?

Acredito que poderiam ser encontradas muitas, mas duas agiram de modo fundamental para que isso acontecesse: a primeira poderia ser a falta de princípios e pensamentos políticos em nossos representantes. Eles não defendem as idéias partidárias, mas a individualidade e o momento e estão constantemente à procura de melhores situações. Quando percebem dificuldades, saltam de um galho para outro com a maior tranquilidade, despreocupados com defender os princípios de um ou de outro partido.

Mas, mais especificamente com o PMDB, além deste motivo, existe outro fundamental: Roberto Requião. O homem quer ser o sol e não permite que uma estrela nascente invada os seus domínios. Trabalha neste sentido. Ofusca a todos se utilizando de métodos primitivos e até grosseiros.
E assim, vai perdendo companheiros. Os soldados foram desertando e o general acabou ficando sozinho. Pergunta: o que faz um general sem o seu exército? Inquestionavelmente não terá forças. Será preso e terá o seu mandato findo. Foi isso o que aconteceu. Foi muito fácil enclausurar o General sem os soldados a protegê-lo.

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