VIDA LOUCA

Durante toda a viagem fui pensando:
reveria a Antônia, sempre tão risonha,
o Eduardo, habitualmente tão parado,
a Arlete, constantemente alegre,
a Eduarda, minha antiga namorada,
o Felício, tão cheio de segredos,
a Ana Rosa,
ah! a Ana Rosa!
Sempre tão fogosa!
Encontraria a Patrícia,
abraçaria a Débora,
beijaria a Beatriz,
oh, como seria feliz!

E a viagem não terminava,
com curvas sempre temidas,
e retas intermináveis!

Lembrava-me da Odete,
oh, quantos anos!
Talvez encontrasse a Margarete,
a Izaura,
mocinhas de outros tempos,
que me tiraram tantos sonos,
e me custaram tantos copos!

No término da longa viagem,
no lusco-fusco do anoitecer,
numa luz tão reduzida,
esbarrei na Ermida,
a amada de outros tempos,
que não consegui reconhecer.

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