COLONIALISMO ÀS AVESSAS


A crise que se abate sobre a Europa está ocasionando situações inusitadas. Quando se imaginou que os habitantes do Velho Mundo precisassem pedir ajuda aos países do terceiro mundo, ou emergentes?

Até agora os europeus apenas sugaram. Nunca pediram.  Como eméritos colonialistas, foram empobrecendo à medida que suas colônias se emancipavam. Aconteceu assim com a América, com a África, com a Austrália.

Detentores das altas tecnologias, fizeram dos emergentes seus súditos achando que conseguiriam se manter eternamente donos da situação mundial.

Vejam a situação da Grécia, país falido e que ameaça levar consigo grande parte dos participantes do Mercado Comum Europeu. Filho rebelde da Comunidade Européia, decide fazer um plebiscito entre os gregos que revoltados não aceitam mais os arrochos recomendados pelos outros países do bloco. Estrategicamente querem ganhar tempo.

A verdade é que o Continente Europeu vive um drama de sustentabilidade. Os longos anos de existência empobreceu-o exaurindo seus recursos naturais.
 
Diante da situação de insolvência, a saída encontrada pelos mandatários do Velho Mundo foi convocar os governantes dos países emergentes para que participem com recursos financeiros - única fórmula encontrada para a solução da situação criada.

E a nossa presidente, Dilma - em alto e bom som - afirma que o Brasil está disposto a contribuir. Rodeiam-na os mandatários mais importantes do mundo: Barack Obama, Nicolas Sarkozy, Ângela Merkel. O Brasil colônia, que tanto ajudou Portugal, parte agora para uma missão mais complexa e muito maior.

Os europeus não querem aceitar, mas compreendem muito bem, que está se começando a praticar o colonialismo às avessas.
A situação nos enche de orgulho, mas isso não é bom: antes eles tiravam usando da força; agora utilizam das artimanhas que aprenderam e apenas pedem.

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