NA ANTEVÉSPERA

Florianópolis tem um perfil de cidade diferenciada. Essencialmente voltada para o turismo, explora a potencialidade de suas praias e se prepara, durante um longo período, para poder receber os turistas na temporada.
Não só o poder público trabalha nesse sentido, mas o comércio, a rede hoteleira, os restaurantes e similares e as pousadas. Essa preparação não está apenas voltada ao bom atendimento, mas, particularmente, objetiva oferecer um diferencial capaz de proporcionar lucros financeiros.

Esse período de preparação que antecede à temporada caracteriza-se como um tempo de agitação interna. São reformas, novas construções, divulgações em sites que oferecem os serviços. Famílias chegam a disponibilizar suas residências -, passando a viver em lugares mais simples -,  para obterem um lucro extra.

Mas uma preocupação que atormenta Florianópolis é a previsão do tempo. Saber como será o dia, como se comportará o dia seguinte e a semana: se chove ou faz sol, se esquenta ou faz frio é uma das maiores inquietações. Tem-se a impressão que a chuva e o frio nunca são desejados e o sol e o calor, sempre bem-vindos.

Também a situação financeira e política dos “hermanos” do sul, são acompanhadas e sempre preocupam. As crises econômica e política enfrentadas na Argentina têm cerceado um grande potencial turístico da cidade. Aqui são sempre bem-vindos, em que pese sua irreverência e desrespeito às leis do silêncio e do trânsito. Tolera-se em prol do dinheiro. Quando vêm, trazem “plata” e isso é o que interessa. 

Os uruguaios, também sempre presentes, parecem mais pacíficos, modestos e familiares e têm aumentado suas presenças nas praias da ilha.

O florianopolitano já conhece e convive com a situação caótica que se estabelece nas temporadas. O trânsito para, o comércio eleva seus preços e a população permanente parece compreender. Afinal é nessa época que a cidade arrecada somas vultosas que agitam e criam problemas, mas oferecem gordos recursos e injetam dinheiro do qual se beneficia a população toda.

Está se aproximando mais um período de “vacas gordas” e eu -, como novo morador da ilha -, estou aqui a observar o desenrolar dos fatos. Existe ansiedade e expectativa, comportamentos que antecedem qualquer período de erupção.

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