LIMPADORA DE VIDROS

Vigésimo andar,
paredes de vidro que precisavam ser limpas,
sem muito custo,
para melhor entrar o sol.

Numa invasão transparente,
sem imaginar o perigo,
esfregava o pano
esticava o braço,
dobrava-se olhando a calçada lá embaixo.

Ela arriscava sua vida,
para tirar as manchas,
esfegando pano,
esticando o braço,
dependurada.

Tanto esforço,
para oferecer aos outros a transparencia,
que nem ela sabia se tinha
dentro de si.

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