MENSAGEM

A sutileza das tuas palvaras me encantam,
ferem, machucam,
fazem-me pensar...
Nunca contam tudo,
chegam a conta gotas
e, lentamente, vou entendendo tua mensagem.

São palavras enluvadas,
acariciam e lançam esperanças,
que parecem abrir horizontes
e fechar projetos.
Criar expectativas,
idealizar sonhos,
não esquecer nunca tua pessoa.

Sutis palavras,
sempre incompletas,
insinuantes,
magoadas,
chorosas,
sugerindo ter sido enganada.

Ninguém engana quando não esquece...
Ninguém deseja fuga,
quando o pensamento vive presente.

Talvez, talvez, talvez,
a inconstância,
a insegurança,
o descomprometimento,
o momento adequado,
ainda não chegou.

Pode não chegar,
mas a lembrança está sempre presente.

Comentários

Vilminha disse…
Bom dia, é eu estava em outro endereço mesmo. Agora sim posso vir mais vezes e ler com calma todas as suas "mensagem". Gosto muito do seu jeito de escrever. esta mensagem em especial me faz refletir algumas coisas daqui do trabalho. São tantas mensagens sem endereço, sem desvelar o quê ou o porque e assim vamos continuando na batalha do dia a dia, que pode se tornar mais leve, mas quase sempre carregamos uma carga tão pesada que nos impomos carregar uma cruz maior do que a necessária. Bjs e uma ótima semana cheia de bençãos.
nelci peripolli disse…
Prefiro poemas a crônicas ou contos. São mais tocantes. O MENSAGEM é um poema tocante. Gostei muito,muito mesmo.As palavras, parece que marcam mais pelo que não dizem, ou seja, pelo que deixam implícito... Estas sim perturbam!E saber usá-las para dizer algo assim é incrível! Muito bem "Camões"!
fausto_amadigi disse…
Gostei. Principalmente da penúltima estrofe, os dois últimos versos: "o momento adequado, ainda não chegou." Dolorido, uma dor olhada no espelho talvez.

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