NÃO É SÓ OCUPAR

Ontem uma pessoa amiga minha do Rio de Janeiro me contava que a Vila Cruzeiro e outros bairros da cidade, já haviam sido ocupados, em outras oportunidades, pelo BOPE - Batalhão de Operações Especiais. Os traficantes tinham abandonado os locais e a população, aparentemente, se dada por satisfeita.
Mas aquelas favelas são extremamente pobres, carentes de toda a infra-estrutura, sem locais de trabalho, um amontoado de gente que não tem o que fazer.

Segundo me dizia ela, se o governo não ocupar o espaço, criando alternativas para solucionar os problemas básicos do emprego, da saúde, da educação, oferecendo possibilidades de uma vida digna, será inútil a ocupação militar. Será apenas questão de tempo e os traficantes retornarão com maior intensidade ocupando tudo de novo.

O apoio que a população está dando às operações não poderá parar por aí. Ela vem denunciando os malfeitores, o que tem facilitado o trabalho da polícia, e, com isso, os traficantes fogem ou morrem, não lhes restam outras alternativas, evidenciando a força do poder público quando aliado ao desejo da população.

Nos resta torcer para que depois que a tempestade passar, as regiões pobres do Rio de Janeiro possam receber incentivos que as possibilitem romper o jugo que se estabeleceu: reféns dos traficantes.

Seria mais ou menos aquele velho ditado: "Adote seu filho ou ele será adotado por um traficante". A oportunidade está criada.
Obrigado, amiga, pelas informações!

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