PROGRAMANDO A VIDA

Há anos passados, numa cerimônia fúnebre, ouvi uma frase dita por um pastor e que guardo até hoje: "O homem, até os setenta anos pode morrer, mas a partir dos setenta, deve morrer."

Porque naquela época me chamou muito atenção, repito-a constantemente, mas já com uma correção que sempre tenho o cuidado de fazer.

Com o progresso da medicina, com as mudanças de mentalidades, com a melhora na qualidade de vida; o homem está muito fortalecido, vive mais e permanece produtivo por mais tempo.

Nunca mais ouvi ninguém pronunciar essa frase. Eu a tenho aperfeiçoado e atualizado: O homem, até os noventa anos pode morrer, mas a partir dos noventa, deve morrer.
E por causa dessas minhas citações, tenho recebido muitos comentários desabonadores. Lembram-me de pessoas lúcidas com cem anos. Pessoas totalmente úteis e necessárias à sociedade nessa idade.
Por tais razões e porque não tenho como contestar, paro para pensar e chego a conclusão que existem exemplos disso: Oscar Niemeyer e um.
Mas quem chega nessa idade é um privilegiado, apesar de todos os avanços.

Hoje há muitas pessoas vivendo mais tempo, mas há também muito mais jovens morrendo na flor da idade.
São as vítimas das drogas, mortas diariamente, ou por que estão querendo fugir delas, ou pelas dívidas contraídas e sem dinheiro para saldá-las, pagam com suas vidas.
As drogas produzidas pelos avanços da medicina produzem a longevidade; as drogas criadas e comercializadas de forma ilegal, diminuem e idade dos que as consomem.

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