RETORNO DO FERIADÃO

Ligo a televisão e o assunto é o mesmo: tráfego complicado e acidentes na volta do feriadão.
Curitiba, que estava quase deserta, começa a ser tomada com o retorno dos que foram ao litoral ou ao interior do estado.
Ultimamente tenho diminuido minha ida à praia, pois levar quatro horas numa viagem que, em dias normais, não dura mais que uma hora e meia, não é fácil.
Sujeitar-se aos perigos constantes provocados por motoristas bêbados, pessoas apressadas e irresponsáveis, por indivíduos que entendem que os direitos só existem para eles, filas nos pedágios, ou por caminhoneiros que para distrair o sono das estradas combinam, pelos seus rádios amadores, e sobem a serra um ao lado do outro, ocupando todas as pistas e formando intermináveis filas de carros.
Os ocupantes dos carros pequenos se irritam, xingam, buzinam, enfiam-se pelo acostamento, dão jogo de luz pedindo passagem, sem qualquer atitude dos caminoneiros que se divertem.
A polícia rodoviária não faz nada.
Uma praia é maravilhosa, mas levar quatro horas para percorrer cem quilômetros num estresse desses, não sei se compensa.

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